

Que o Natal não seja uma troca de presentes, mas uma dádiva de AMOR
A minha ancora partiu-se Naquela noite de domingo Resta uma coisa estranha que dói... Eu amava as tuas mãos Mas calei a voz das minhas E eu tinha sede, sabes? Eu tinha sede... Nunca o soubeste A fonte não grita Ao viandante que passa Partiste... E o teu último olhar Deixou em mim Uma coisa estranha que dói... Procuro em vão A causa que te levou... Sei que sentes na alma O peso da angústia E eu que posso dar-te!? O que tenho para te dar? Não posso quebrar as grades Que me separam de ti Nunca ouvirás o meu grito Nunca poderás arrancar este espinho que me rasga o coração Tu não sabes! Tu não sabes!... E partiste, não sei para onde Resta uma coisa estranha que dói... Horas feitas de silêncio de dor e de saudade... O chapéu que foi fonte de comunicação dorme agora em cima de um roupeiro Ponte caída que já não posso erguer porque não sei onde estão as tuas mãos Cortei minhas próprias asas Amordacei minha própria vida E hoje não conheço As pedras do teu caminho nem a côr dos teus olhos Só tenho uma coisa estranha que dói... |