
Hoje vesti-me deste vermelhão para contrariar o negrão do dia; como tudo o que faço na vida... Chego a rir para não chorar, porque a rebeldia é o mote da minha existência.
Quantas vezes ando de pernas para o ar, porque parto do pressuposto que o mundo visto ao contrário, pode mostrar-me algo revelador. Engano-me... Decepciono-me... Tudo isto é uma esféra onde todos giram à volta do seu próprio eixo... onde todos os olhares se concentram no seu próprio umbigo.
Já ninguém olha para ninguém... já não há sorrisos... já não existe entreposto de palavras...
O desanimo é uma constante no semblante do viandante que passa. A alegria virou a nostalgia. A felicidade, esse bem adquirido, que não se vende, mas deveria transmitir-se, foi eliminado... substituido pela angústia.
Todos nós somos o reflexo do que não queremos nem merecemos.